quinta-feira, 3 de julho de 2014

A “justiça” dos justiceiros não funcionou

Menor que foi preso ao poste no Rio voltou a roubar dias depois














São 22h30 da noite do dia 31 de janeiro. Yvone Bezerra de Melo, de 66 anos, havia acabado de chegar em casa e se preparava para dormir quando o telefone tocou. Do outro lado da linha, ela era informada que havia um menino negro preso nu a um poste, na avenida Rui Barbosa, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Imediatamente ela, que tem um longo histórico de atuação junto a crianças carentes – incluindo as pequenas vítimas da Candelária do Rio de Janeiro –, foi para o local.
Ao chegar lá, Yvone encontrou uma cena que mais lembrava os castigos aplicados a negros foragidos na época da escravidão. Preso pelo pescoço por uma tranca de bicicleta, o jovem, de apenas 15 anos, estava nu e tinha o corpo marcado por agressões, parte de uma orelha havia sido decepada a sangue-frio. O crime havia sido cometido por um grupo autointitulado “Os Justiceiros do Flamengo”, composto por mais ou menos 30 jovens, entre eles alguns motociclistas. Eles já foram identificados pela polícia e estão presos. Moradores da vizinhança relataram que eles, por conta própria, costumam agredir e torturar pessoas suspeitas na região.
Yvone chamou os Bombeiros porque não conseguiria soltá-lo sozinha. Chamou uma ambulância e mandou o garoto para o hospital e foi embora com a sensação de que vivemos tempos difíceis de ódio ao próximo. O crime do garoto foi ter praticado pequenos furtos. Ao ser enviado para um abrigo, ele foi reconhecido por uma assistente social, razão que o levou a chorar copiosamente. A avó foi identificada, mas se recusou a receber o neto de volta.
Semanas depois, no último dia 18, o mesmo jovem foi apreendido por policiais militares após tentar assaltar uma turista canadense e um turista inglês, em Copacabana. Ele foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Se toda violência praticada contra ele na ocasião fosse a saída para a criminalidade, o susto e a humilhação que o rapaz sofreu não teriam evitado esse novo roubo?
Isso prova que não é com violência que se cura o ódio. Ao agirmos como os bandidos, não estamos combatendo-os, pelo contrário, estamos perigosamente fazendo o mesmo que condenamos.













A turba ensandecida enxerga apenas emoção e é movida pelo calor do momento. Usar o coração para fazer justiça é ir contra o lado racional, o que é imprescindível na hora de fazer qualquer julgamento justo.
Na visão do advogado criminalista Mayus Fabre, de São Paulo, essa situação na qual a sociedade se apropria do papel pertencente à polícia é muito perigosa. “Apenas o Estado detém o poder de polícia, caso contrário, aquilo que conhecemos por estado democrático de direito cai por terra e voltamos ao estado natural, onde é cada um por si”, explica. Para ele, a população se sente traída pelo Estado, que não dá retorno aos tributos pagos. “Pagamos tanto imposto e não vemos retorno, não vemos isso ser aplicado na educação, na saúde ou na segurança, por exemplo, e aí as pessoas acreditam que para mudar alguma coisa elas mesmas têm que agir, mas isso é um erro perigoso. Acredito que os justiceiros nasceram desse sentimento de impunidade. Muita coisa errada incita a população a querer agir, mas agir com as próprias mãos de forma alguma é o caminho certo”, orienta.
Para o advogado, as pessoas não podem abandonar seu papel de cidadãs. “É preciso votar correto, ter participação política, a sociedade tem que agir dentro de seus limites. Não se arruma o fim sem corrigir o início”, finaliza.
Se queremos um Brasil livre da violência, devemos investir em uma mudança na base da sociedade. Atacar o problema, ser violento com bandidos ou até mesmo matá-los (colaborando com a célebre frase “bandido bom é bandido morto”) só piora o problema. Pode matar um hoje, mas novos surgirão. O que vale é atacar a raiz.
Mudar as condições do País está ao alcance de todos quando se utiliza o poder do voto de forma consciente. Isso trará reflexos na educação e economia. Porém, este resultado virá a longo prazo. A curto prazo é possível investir nas relações familiares, cuidar do casamento (a base da família), tomar pequenas atitudes diárias, como respeito, gentileza, educação entre outros (confira a arte nas páginas 4 e 5).
Entrevista exclusiva com a mulher que ajudou o menor preso ao poste













Na sua visão, qual seria a origem de tanto ódio?
A história do Brasil é baseada na violência. Começamos eliminando os índios e desde então a violência nunca deixou de aumentar. Seja na época da ditadura militar, seja na do coronelismo, sempre tivemos episódios permeados por atitudes violentas. Agora, criou-se uma cultura de violência. Onde falhamos? Eu diria que na educação. Temos escolas para pobres que são as públicas e para os filhos de quem pode pagar existem as escolas para ricos. Essas crianças nunca se misturam. Não temos lei, justiça ou educação dignas. Se uma pessoa sai e é assaltada ou morta, a culpa é do bandido, mas eu acho que o buraco é mais embaixo, a culpa é do governo.
Por que as pessoas decidiram tomar o lugar da Justiça ou da polícia e agir sozinhas? Estamos vivendo a barbárie?
Quando percebo que as pessoas pensam que matar é eliminar o problema, sinto que vivemos em uma época de ódio. A sociedade quer justiça na hora, mas a justiça é lenta, por isso as pessoas acham que podem fazer justiça com as próprias mãos. Isso é um perigo, porque é assim que começam as guerras civis. O resultado é o caos.
O jovem preso ao poste que você encontrou estava lá há quanto tempo? Ninguém fez nada antes de você?
Acredito que ele já estava lá há 40 minutos. Ninguém fez nada e não estamos falando de uma rua pouco movimentada. Ele estava na Rui Barbosa, no Flamengo, onde passa muita gente e muitos carros circulam. Quando o encontrei, ele nem se assustou, porque estava chapado de tanto apanhar, parte de sua orelha foi decepada, tinha apanhado muito e foi direto para o hospital.
E você recebeu ameaças por tê-lo soltado. É isso mesmo?
Sim, recebi ameaças. As pessoas me disseram que eu deveria ter ateado fogo nele e não interferido na justiça dos homens. Não dá para entender como existem cada vez mais pessoas na sociedade que pensam assim. Eu acho perigoso e aterrorizador. Vamos chegar a uma guerra civil. Diante desse cenário, a responsabilidade dos professores e dos líderes religiosos é alta. O Estado é omisso, está tudo sob nossos ombros. Por isso eu insisto que professores e todos que lidem com educação procurem ensinar dentro de um padrão ético e cristão.
Qual a solução para recuperar meninos como esse que você encontrou?
Acredito em dois pilares: educação e Deus. Aprender a ler e a escrever é capaz de transformar o ser humano, o conhecimento tem esse pode; e sem fé não vamos a lugar nenhum. Um precisa do outro. Não se ensina mais amor a Deus e o resultado é isso. Além disso, onde estão as famílias? Onde estão as mães que abandonam seus filhos ou criam jovens violentos? Educação se aprende na família e na sociedade, escola serve para instruir. Só que esses jovens não estão tendo nem um, nem outro. Criança não aprende mais cidadania na escola, quais são as normas adequadas de comportamento para se viver em uma sociedade saudável.












Yvone Bezerra de Melo, educadora
Ela era a "tia Yvone" de algumas das crianças assassinadas no episódio que ficou conhecido como "Chacina da Candelária", no Rio de Janeiro, em 1993, quando oito jovens foram assassinados a tiros pela Polícia Militar. Um deles que sobreviveu, Sandro, anos mais tarde, em 2000, sequestrou o ônibus 174, acusado, antes de ser preso e morto, chamou por ela. Recentemente, as atenções voltaram para Yvone. Isso porque ela foi a única que teve coragem de se aproximar do jovem negro preso nu a um poste, que protagonizou uma das cenas mais emblemáticas da guerra de “todos contra todos”, preconizada pelo filósofo inglês Thomas Hobbes em meados do século 17 e que vive a sociedade brasileira moderna. Em entrevista exclusiva, ela contou um pouco sobre a sociedade do ódio e como escapar dela. 




Neste ultimo domingo, foi realizado, um almoço especial para mães dos adolescentes da fundação casa,
Na Igreja Universal do Reino de Deus – Brás


Os voluntários preparam variados pratos de doces e salgados para oferecer este almoço com a coordenação
Do Pastor Geraldo Vilhena responsável pelo
Trabalho de evangelização nas unidades da Fundação
Casa de São Paulo.











As mães foram trazidas das unidades pelos voluntários
Não só participarem do almoço, mas principalmente.
Do conteúdo passado pela palestra e através de testemunhos vivenciados por ex traficantes, criminosos e ex – drogados. Que hoje estão libertos e sendo conduzidos
Pelo espírito de DEUS levando sua história para libertar
Os que estão cativos nas mãos do mal.

 Pelos testemunhos apresentados pelo Sr. Amauri e Sra. Nelma, que estiveram envolvidos por muitos anos nas drogas , trafico e criminalidade, fica claro que a guerra é espiritual. Existe sempre um espírito do mal agindo por traz da pessoa envolvida com as drogas e criminalidade.


O Pastor Geraldo, dá uma palavra sobre o espírito do engano. Ele diz; porque e este espírito que está agindo na vida de seus filhos ele entra na mente dos jovens que estão.
Vazios da presença de DEUS e encontram passagem livre
Para agir, fazendo com que seus filhos pratiquem o mal.
Fazendo com que acreditem que o que fazem é normal, não conseguem visualizar que estão fazendo mal á outras.
Pessoas e que vão ter que pagar um preço por isto, só que infelizmente a família também acaba sendo envolvida.
Pelo mal que o filho executou. As mães nunca acreditam
Que seus filhos foram usados pelo mal. Mas como o menino é bom, sempre haverá possibilidade para recuperação. A luta é diária contra a ação do mal ,as mães
Devem usar a armas da FÉ fazendo propósitos e correntes
De libertação pela vida de seus filhos. Porque quando aceitamos a Jesus Cristo em nossa vida as perseguições
Aumentam e há somente uma saída usar a FÉ.
Temos sempre que estar com nossa FÉ em cima e deixar os problemas em segundo plano. Todos os dias somos desafiados e devemos estar sempre com o coração limpo
Para não sermos contaminados com a ação do mal.


Após esta mensagem o Pastor Geraldo faz uma oração
Forte de libertação e pede para os obreiros ficar atentos
E orar também pela vida das mães ali presentes.















Em seguida o grupo de Teatro do Brás apresenta a peça
O VALE DA SOMBRA DA MORTE

Nesta peça retrata claramente a ação dos espíritos das trevas na vida das pessoas, quando ela se deixa dominar.
Pelos vícios , magoas ,cobiça, ambição. Esta pessoa fica pressa sendo dominada completamente pelo mal deixando a pessoa cega em todos os sentidos da sua vida. Mas quando ele lembra que existe JESUS CRISTO e procura força nele para ser liberto. Então JESUS CRISTO
Vem para nos curar, libertar e salvar. E pelo seu infinito amor e misericórdia nos resgatam totalmente das mãos do mal. 































Ao final desta apresentação as famílias se servem do delicioso almoço, sobremesas, sorvetes e refrigerantes.









Na saída às famílias recebem alimentos da cesta básica 






Os trabalhos do jornal que são feitos pelos adolescentes dentro a fundação casa são dados às mães e também os livros do Bispo Macedo são doados.








E assim encerra mais um maravilhoso evento dedicado
A família dos adolescentes da Fundação Casa, temos.
Plena certeza que a direção e semente foi plantada e

No tempo certo dará muitos frutos para honra e glória do nosso Senhor JESUS CRISTO.

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